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O testamento da Vampira de Paris

Por Financiamentos

No coração de Paris, o Cemitério Père Lachaise esconde marcas profundas do imaginário vampiresco. Entre caminhos silenciosos, lendas sussurram que o local inspirou Bram Stoker e até mesmo que abriga o verdadeiro repouso de Vlad, o Empalador. Mas nenhuma história é tão perturbadora quanto a da condessa Elisabeth Demidoff.

Sepultada em um mausoléu monumental, ela teria deixado um testamento impossível: sua fortuna pertenceria a quem passasse um ano trancado em seu túmulo. Séculos de tentativas resultaram apenas em fracasso e loucura. Agora, a lenda ressurge na era digital.

Por meio de um perfil anônimo no TikTok, uma promessa irresistível viraliza: o prêmio será entregue a quem sobreviver a apenas uma noite no mausoléu, até o amanhecer. Curiosos, céticos e desesperados aceitam o chamado, sem saber que, ao se fecharem os portões, eles não estarão sozinhos.

O testamento da Vampira de Paris é uma antologia sombria que reúne diferentes olhares para explorar os terrores que aguardam os desafiantes. Acompanhe a angustiante madrugada dos que ousaram cruzar o caminho desta lenda. Você teria coragem para enfrentar esse desafio?

 

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Contos sombrios

Por Financiamentos

Conhecida mundialmente por encantar jovens leitores, Edith Nesbit também explorou, com rara intensidade, os territórios do medo. Publicado originalmente em 1893, antes das obras que a consagrariam, Contos sombrios reúne sete narrativas nas quais o cotidiano aparentemente tranquilo da Inglaterra vitoriana é invadido pelo inexplicável.

Retratos que conservam muito mais do que simples imagens. Promessas implacáveis capazes de sobreviver à morte. Visões terríveis de crimes ainda não cometidos. Antigas sepulturas, efígies de mármore e cerimônias fúnebres compõem um universo marcado por amores obsessivos, presságios e encontros com aquilo que deveria permanecer enterrado.

Combinando o romantismo e a melancolia com o puro horror sobrenatural, Nesbit constrói histórias nas quais o terror não nasce apenas dos fantasmas, mas da culpa, do ciúme, da perda e dos desejos humanos. A obra revela a face menos conhecida de uma autora genial: elegante, inquietante e capaz de transformar paisagens pacatas em lugares onde a fronteira entre os vivos e os mortos se torna perigosamente frágil.

Você tem coragem de cruzar essa linha?

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Quarto 217

Por Financiamentos

Nas montanhas de Petrópolis, onde a névoa densa costuma apagar o mundo ao redor, o Hotel Imperial ergue-se como uma relíquia em 1909. Por trás de seus salões de mármore, lustres de cristal e corredores silenciosos, a hospitalidade esconde um alto preço.

O coração desse mistério bate no quarto 217. Ali, o tempo não flui da mesma forma. Relatos atravessam décadas: uma antiga camareira que ainda insiste em arrumar os pertences dos hóspedes; risadas infantis que ecoam pelos corredores vazios durante a madrugada; notas melancólicas de um piano que toca sozinho no salão de música, como se dedos invisíveis ainda percorressem suas teclas.

No quarto 217, a privacidade é uma ilusão. Há quem acorde com a sensação de estar sendo observado; quem encontre objetos fora do lugar; quem escute passos vindos de dentro do armário. É um lugar onde as memórias ganham corpo, as paredes guardam segredos e o silêncio pode ser interrompido por alguém que nunca fez o check-out.

Nesta antologia, abrimos as portas de um hotel secular para revelar o que acontece quando a luz das velas vacila, a névoa sobe a serra e a música começa a tocar sozinha. O registro de hóspedes está aberto. Você se atreve a subir ao segundo andar?

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Zofloya, ou O Mouro

Por Financiamentos

Publicado em 1806, Zofloya, ou O Mouro é um dos pilares mais perturbadores do gótico inglês. Em uma Veneza do século XV, onde o esplendor dos palácios oculta crimes e intrigas, Charlotte Dacre tece uma narrativa visceral sobre desejo, transgressão e a inexorável queda moral.

No centro desta teia está Victoria di Loredani, uma jovem de beleza altiva e natureza impetuosa. Longe da donzela frágil típica da literatura gótica, Victoria é movida pela ambição, pelo ciúme e por uma sede de vingança que beira a loucura. Quando seus desejos colidem com a figura enigmática de Zofloya – o mouro de presença sedutora e profundamente inquietante –, a fronteira entre a tentação, o crime e a ruína moral começa a se desfazer.

À medida que Victoria se entrega às próprias obsessões, o romance mergulha em um pesadelo onde a beleza caminha de mãos dadas com o horror. Entre venenos, traições e pactos silenciosos com o mal, Dacre esculpe uma das protagonistas mais fascinantes e monstruosas da literatura.

Ousado para sua época, o livro Zofloya desafia as convenções morais e literárias do século XIX, apresentando uma mulher que não apenas é seduzida pelas trevas, mas escolhe avançar em direção a elas. Um clássico sombrio, excessivo e hipnótico, em que o desejo se transforma em condenação.

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A menina que sabia os finais

Por Financiamentos

Na calmaria da biblioteca escolar, Gabriela descobre que suas mãos guardam um segredo: basta um toque na capa de qualquer livro para que ela saiba como cada história termina. O que nasce como um truque fascinante, capaz de atrair a atenção dos colegas, logo começa a revelar contornos mais densos. A precisão de suas revelações traz um desconforto silencioso pelos corredores, como se cada tragédia ou final feliz já estivesse gravado em sua pele antes mesmo de ser lido.

O ponto de não retorno acontece quando Vera, a bibliotecária, num misto de ceticismo e desafio, oferece o próprio braço e pede que a garota preveja o seu final. A resposta sai com a mesma naturalidade de sempre, mas o desfecho é implacável: três dias depois, a mulher morre em um acidente de carro. De repente, o que parecia apenas um jogo se converte em lenda urbana, espalhando uma aura de medo pela escola e dividindo as pessoas entre aquelas que fogem da menina e as que a perseguem, ansiosas por conhecer o próprio destino.

Gradualmente, isolada e sob o peso de suas próprias palavras, a garota se vê prisioneira de uma dúvida aterradora. O toque, antes impulsivo, torna-se uma ameaça constante, e o dom se transforma em uma maldição insuportável. Em meio ao pânico que a cerca, ela precisa enfrentar a pergunta que a consome no escuro: seria ela apenas uma espectadora amaldiçoada a prever tragédias ou, ao dar voz aos finais, é ela quem está sentenciando essas pessoas à morte?

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O Manual Secreto dos Gatos

Por Financiamentos

Há milhares de anos, nos templos do Egito Antigo – quando os gatos eram tratados como as divindades que claramente ainda são –, foi redigido um documento que jamais deveria cair nas mãos de quem usa polegares opositores: O Manual Secreto dos Gatos.

Transmitido de geração em geração através de miados estratégicos, esse texto reúne séculos de observações ácidas e táticas de manipulação sobre aquela espécie bípede que insiste na doce ilusão de que é a dona da casa: os humanos. Desde então, felinos do mundo inteiro seguem essas diretrizes sagradas, aprendendo a arte de recrutar o “abridor de latas” ideal, como reivindicar o sofá inteiro para si, como exigir um banquete às três da manhã ou como sustentar um olhar de puro desdém após arremessar um vaso caro no chão.

Uma vez por mês, em convenções clandestinas nos telhados, becos ou naquela janela estrategicamente protegida por tela, os agentes felinos se reúnem para trocar figurinhas e refinar sua hegemonia. Neste livro, finalmente interceptamos as crônicas narradas por gatos que revelam o que realmente pensam de nós, seus planos de dominação doméstica e os segredos da vida sob quatro patas. Tudo aquilo que, por milênios, eles esconderam debaixo do tapete, ou melhor, da areia.

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A Sociedade das Bruxas da Serra do Mar

Por Financiamentos

Nas montanhas úmidas e isoladas da Serra do Mar, Serena cresceu cercada pela névoa, pelo silêncio da mata e pelos segredos sombrios da própria família. Aos doze anos, vivendo em um sítio afastado com a mãe instável e o padrasto de intenções perturbadoras, ela aprende cedo que existem horrores muito piores do que as lendas contadas ao pé do fogão. Mas, na noite em que foge pela mata para salvar a própria vida, algo desperta dentro dela.

Pesadelos passam a anunciar acontecimentos reais. Animais parecem obedecer à sua presença. Sombras observam das florestas. E antigos sussurros sobre uma linhagem de mulheres amaldiçoadas voltam a ecoar entre as montanhas.

Dizem que a bisavó de Serena trouxe da Itália um conhecimento proibido; que existiu, escondida na Serra do Mar, uma sociedade de bruxas; e que toda mulher daquela família carrega algo sombrio no sangue. Entre traumas, rituais, violência e mistérios ancestrais, Serena precisará descobrir se está destinada a se tornar vítima… ou herdeira de um poder capaz de consumir tudo ao redor.

Um romance de terror psicológico e bruxaria brasileira que mistura tensão, folclore, horror rural e o peso brutal dos segredos de família.

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Incidente em Varginha

Por Financiamentos

Naquela tarde, algo que não deveria existir foi avistado em um terreno baldio de Varginha. O relato é simples demais para ser confortável: uma criatura acuada e ferida, observada por pessoas comuns, seguida por movimentações atípicas e um silêncio que se espalhou tão rápido quanto os boatos.

Estas páginas retornam ao incidente, revisitando os dias seguintes ao avistamento, as versões fragmentadas do ocorrido, para imaginar o que pode ter acontecido quando o desconhecido cruzou a rotina do interior mineiro. Não há explicações grandiosas, nem invasões espetaculares. Em vez disso, a ficção surge do contato direto, imperfeito, entre humanos e algo que não compreendemos.

Aqui exploramos consequências discretas e inquietantes: corpos que reagem de maneira inesperada, decisões tomadas às pressas, tentativas falhas de comunicação e o amadorismo das autoridades. O mistério permanece, mas ganha densidade humana, científica e narrativa.

Ao reunir diferentes perspectivas sobre o mesmo evento, Incidente em Varginha transforma um episódio controverso da história brasileira em uma antologia que prefere a dúvida ao espetáculo. Um livro para quem sabe que o que mais assusta não é o que vemos, mas o que não conseguimos explicar.

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Rei Negro

Por Financiamentos

Publicado originalmente em 1914, Rei Negro, de Coelho Netto, é um clássico da literatura brasileira que mergulha nas tensões da sociedade escravocrata para construir uma narrativa de paixão, violência, honra e vingança. Ambientado em uma fazenda do Vale do Paraíba, o romance acompanha a trajetória de Macambira, negro de presença imponente e grande prestígio entre os escravizados, cuja vida é atravessada por uma tragédia devastadora.

Quando descobre que sua mulher, Lúcia, morreu no parto após ter sido violentada por Julinho, filho do senhor da fazenda, Macambira vê seu mundo ruir. A dor, a humilhação e o sentimento de injustiça conduzem o personagem a uma espiral de fúria e acerto de contas, em uma história marcada pelo peso da opressão e pela força dramática de seus conflitos.

Com linguagem exuberante e forte carga descritiva, Coelho Netto transforma esse drama em uma obra intensa, que expõe as brutalidades do regime escravista e coloca no centro da narrativa um personagem movido pela perda, orgulho e desejo de reparação.

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Encruzilhadas

Por Financiamentos

Exu caminha entre nós.

Está nas ruas, nas encruzilhadas urbanas, nos encontros inesperados e nas decisões que mudam destinos. Presença do movimento, da palavra e da transformação, Exu atravessa o cotidiano brasileiro carregando uma ancestralidade múltipla, viva e constantemente disputada.

Nesta antologia, os contos não buscam definir Exu a partir de uma única tradição, mas exploram suas manifestações – como força, entidade, princípio ou presença – em diálogo com o urbano, o sagrado, o social e o íntimo. Histórias que aproximam Exu da vida comum ao mesmo tempo em que confrontam os estigmas históricos lançados sobre as religiões de matriz africana.

Entre o ancestral e o contemporâneo, o profano e o espiritual, este livro é uma encruzilhada literária. Um espaço de escuta, respeito e imaginação, onde Exu se revela no movimento, na escolha e na palavra, porque toda história começa quando um caminho se abre.

 

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